[Lobisomem os Destituídos] Relato de Campanha: Shirasagi, a Garça Branca – Parte 03
Olá jogadores, leitores e curiosos!!
Mais um relato de campanha. A sessão ocorreu dia 02.04.2010, Sexta-Feira Santa de muita chuva mas muita coragem dos meus jogadores.
Foi uma sessão mais de investigações e descobertas do que pancadaria (tá, houve um combatezinho, mas foi muito fácil que nem conta).
Espero que gostem..
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FALHA CRÍTICA: então, eu descobri que Rin é nome feminino, e o personagem Koeda Rin que o grupo investiga tem que ser um garoto. Logo, a partir de agora, alterarei o nome Rin para Ryo. A alteração já foi feita nos posts anteriores. Desculpem minha falha.
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Capítulo III: Sakura no Shinsei: o lócus é uma árvore? Negociando com espíritos e muitas descobertas!
O cansaço e ferimentos sofridos na batalha contra os Beshilu obrigaram a alcatéia a passar a noite no velho templo, mas não sem antes enterrarem o corpo do sacerdote no pequeno cemitério atrás do templo, que sofreu violações, e a causa parece que foi um espírito da enfermidade que fugiu do Reino das Sombras e passou por aqui.
No dia seguinte, revitalizados, sentiram novamente a energia espiritual na floresta, seguiram seu faro e encontraram uma árvore sagrada xintoísta, a fonte desta energia. Algo estranho estava acontecendo, pois era Primavera em Anan e a árvore parecia que estava no Outono. Confirmaram que este era um lócus e que permitiria a entrada da alcatéia no Reino das Sombras. E a alcatéia atravessou o Dromo.
O reflexo do lócus no mundo espiritual era idêntico ao mundo físico, mas havia uma pequena diferença: uma liana estava enrolada em torno da árvore, e sugava sua essência. Os Urathas reconheceram o espírito-natural e o prejuízo que ele estava causando ao lócus. Houve tentativas amigáveis de convencê-lo a deixar o lócus em paz, mas não surtiram efeito, pois o espírito estava tão dependente do lócus e sua fácil essência que não o abandonava. A outra alternativa foi convencê-lo à força, e os Urathas o fizeram tão bem que não sobrou nenhum espírito para contar história.
Salvaram o Lócus, mas outro problema surgiu: um grupo de diversos espíritos de plantas e árvores chegou ao local e descobriram que os Urathas voltaram e reclamaram o lócus e sua região. Um acordo foi feito e os espíritos voltaram aos seus afazeres e não seriam molestados enquanto não atrapalhassem a alcatéia.
A alcatéia decidiu reclamar o Shinden no Oka (O Templo da Colina) como seu lar e a Sakura no Shinsen (Árvore Cerejeira Sagrada) como seu lócus, demarcando toda a colina e suas áreas florestais como seu lar. Este foi o primeiro passo para reconquistar a glória Uratha.
Enquanto isso, na cidade de Anan, um incêndio ocorreu em um hotel, aonde Anastásia havia se hospedado. Yashiro acrescentou que havia se hospedado, durante o mês passado, em outro hotel, que também pegou fogo. Investigou o ocorrido e descobriu que alguns espíritos elementais foram os responsáveis.
Notícias de corpos que foram encontrados dilacerados por alguma espécie de animal também chegaram à alcatéia. Anastásia investigou o necrotério local e descobriu que os ferimentos foram feitos por algum Uratha. Notou também que alguns cadáveres do local estavam em avançada decomposição, mesmo nas câmaras frias, mas não conseguiu descobrir o motivo.
Quando investigou sobre os incêndios, Yashiro recebeu a visita de uma Uratha que pertencia à tribo Rei Predador Garra de Marfim das Tribos Puras. A misteriosa Uratha deu um prazo de um ciclo lunar para que Yashiro e sua ‘turma’ deixassem Anan senão iriam sofrer a fúria das Tribos Puras, que desejavam reclamar Tokushima para si. Estavam em local público e não podiam arriscar a revelar quem eram, então, cada Uratha seguiu seu caminho. A alcatéia de Yashiro não se intimidou e decidiu lutar pelo território – território este ainda não conquistado.
Os problemas em Anan só estavam aumentando.
Anastásia foi contatada pelo vendedor de lámen que conhecia Koeda Ryo, e comentou que o viu esses dias na cidade, e que ele fugiu quando se aproximou. Anastásia agradeceu e de posse de algumas informações adicionais, levou a alcatéia até um pequeno prédio de quartos para estudantes.
Yashiro e Anastásia acharam o quarto de Ryo e descobriam que ele fugiu às pressas, mas encontraram um retrato com três pessoas: dois garotos e uma garota. Anastásia reconheceu um dos garotos como Sueji Konta, um dos membros da alcatéia Kamegin – mortos na batalha contra Uniushitora. Yashiro reconheceu a garota de um retrato na casa de uma velha senhora visitada pela alcatéia dias atrás, Matsuo Yoko. Por dedução, o outro seria Koeda Ryo.
Enquanto isso, Kurayami e Ychigo notaram que um espírito seguiu um estudante do local, se encontrou com outro garoto na esquina e ambos foram embora. No quarto que o estudante saiu, viram garrafas, vidros e espelhos quebrados e espalhados em uma forma geográfica. Haviam espíritos vítreos agindo aqui.
Quando viram o retrato, Kurayami e Ychigo, comentaram que um dos garotos seguido pelo espírito vítreo era o mesmo da foto: Koeda Ryo.
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Esclarecendo: Reino das Sombras, Loci e Espíritos
Existe um mundo além do nosso, nosso reflexo, o mundo espiritual. Tudo que tem aqui tem uma imagem lá, porém, esta imagem é um pouco diferente, com sombras mais alongadas, alguns cenários um pouco abstratos ou quase estilizados e outros bem nítidos. Alguns locais podem não existir, mas outros, muito utilizados no nosso mundo, são exagerados no seu reflexo espiritual.
A natureza, os animais, as plantas e até as emoções tem reflexos neste mundo, mas não há pessoas – suas almas não pertencem a este lugar.
O Dromo é uma barreira que separa os dois mundos. Ele resiste às tentativas de travessias entre os mundos, mesmo nas áreas onde ele é mais fraco. Apenas em um lócus é que a travessia é possível.
Um lócus (pl. loci) é um local concentrado de energia espiritual no mundo físico que detêm certas qualidades ou ressonâncias. São fontes de essência (a energia espiritual, utilizada pelos lobisomens para ativar seus poderes e serve de alimento para espíritos) e atraem espíritos do tipo de energia relacionada.
O lócus encontrado pela alcatéia dos jogadores é um local de energia relacionada às plantas; e quanto maior for sua folhagem, mais essência ele provém. O espírito liana que se entrelaçava no lócus estava se esbaldando da essência e deixou o lócus fraco. Agora, sem a presença deste parasita, a folhagem do lócus vai se reformar com o passar dos dias.
Os habitantes do mundo espiritual são… espíritos! Eles refletem o mundo físico em forma e substância. Nem tudo que é refletido desperta em um espírito. Eles são aliados e adversários para os lobisomens e agem conforme sua representação. Os espíritos possuem sua própria hierarquia e divisão. Os espíritos de mesmo tipo costumam viver em locais que emanem a mesma ressonância que representam.
Alguns espíritos podem passar para o mundo físico e influenciar algumas pessoas, chegando em alguns casos a se fundirem com essas pessoas, que perdem sua alma e formam um corpo físico para o espírito.
Outros os espíritos chegam a assimilar tipos diferentes de espíritos e se tornam formas mutantes e bizarras dos dois tipos, conhecidos como magaths.
Outros tipos são os da natureza, os artificiais, os elementais, os conceituais (emoções na maioria) e os servos de Luna, a lua e Hélios, o sol.
Todos os espíritos possuem certas interdições: leis invioláveis que regem sua própria natureza e que não podem ir contra ela. Descobrir a interdição de um espírito é o melhor método para derrotá-lo.
Os lobisomens têm a obrigação de policiar os dois mundos e prevenir que esses e outros atos fora da ordem natural das coisas aconteçam.
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Meus jogadores estão comentando que estou colocando muitos problemas para eles resolverem, e cada vez invento um novo. Querem saber? Problema de vocês! Essa é a vida de um Uratha!
Na próxima semana espero que resolvam alguns destes problemas em Anan.
Geratto-Senin
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Relatos anteriores:
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Sem problema Gelatto-san sobre a falha crítica, e sim resolveremos um dos problema na próxima sessão se os dados ajudarem. rsrsrsrsrsrs
Como sempre esta muito bem descrito o post Gelatto, parabéns
Ótimo post, achei que ficou melhor dessa maneira mesmo, e quanto aos problemas eu não me importo, vc não perdendo minha folha de anotações tudo bem uahuahuahua. Sábado a gente resolve essas coisas, eu espero…. (como o Ari sabiamente disse, se os dados deixarem)
Gelatto e jogadores essa aventura em forma de história está ficando cada vez melhor… Não vejo a hora de ler o próximo “capítulo” e espero que os dados ajudem!!
Pode deixar vamos fazer tudo para resolver os problemas e tentar usar os dados o mínimo possível para ver se nos saimos cada vez melhor Sensei.
Como sempre post exelente.
P.S.:RESULTADO DE DADOS= A DESTINO DOS JOGADORES E ANDAMENTO DA CAMPANHA HEHEHEHEHE
Ficou legal Gelatto, ta bem interessante.
O bom é que temos mais informações com essas postagens
Gelatto é melhor vc correr atrás dos direitos autorais dessa história, pois ela ta muito boa e podem querer rouba-la hehehehe
Realmente está muito boa e ficando bem interessante com tantos problemas, vai ser legal ler a solução de um deles pelo menos, afinal os dados irão ser bons para os jogadores!
Você está de parabéns o jogo esta muito bom mesmo, principalmente pelas esplicações do cenário. Agora deixa de elogios e vamos ao que interessa:
_Sou jogador e mestre de d20 há mais de cinco anos, e nunca parei para jogar Lobisomen nem nenhum cenário do NMT. Mais atualmente me interecei muito pelo assunto. principalmente pela re-filmagem deste antigo clássico! Então decidi baixar o livro e dar uma lida, achei facinante as lendas Uratha são chocantes, e com isso descido mestrar lobisomen para o meu grupo, encomendei o livro e vou comessar a mestrar uma campanha que se passará dentro de minha cidade.
Eu moro em Valença-RJ, a cidade tem um antigo quilombo e para completar, era o lar de varias tribos de índios que eram considerados guerreiros. sem contar que ainda há alguns lobos guarás por essas terras. O que você acha?
E continue relatando sua crônica esta ficando envolvente!!!