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[GURPS - Horror] Relato de Campanha: Seguidores da Obscuridão – Parte 04

Olha eu aqui de novo. Bem eu não estou tendo tempo para mestrar e por isso só vou postar quando tiver sessão, mas a campanha continua. Esse relato é da sessão do dia 3/07/2010, eu não tive tempo de preparar a aventura do dia e depois de conversar com meus jogadores eles decidiram que jogássemos no improviso mesmo. A sessão começou meio sonolenta, mas depois que engrenou foi a sessão mais divertida até aqui. Essa com certeza foi com emoção hahhahaah. Boa leitura.

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Assassino Sombrio

Londres, 24 de Fevereiro de 1888.

Depois de um merecido descanso, o grupo volta às suas rotinas normais, mas sem esquecer os estranhos fatos ocorridos a alguns dias atrás. Conde Karl agora detém a posse de um curioso troféu de uma criatura empalhada e Dowson possui material mais que o suficiente para aprofundar seus estudos. Quando tudo parecia ter voltado ao normal, mensageiros aparecem em suas casas dizendo que o inspetor Cooper queria vê-los imediatamente.

Somente os Dowson e o conde comparecem ao encontro, e o inspetor Cooper os deixa a par de misteriosos assassinatos, ambas as vítimas eram da classe alta londrina, um médico e um empresário, e nada havia sido levado de nenhuma das casas exceto na casa do médico, que um antigo espelho havia desaparecido. A única ligação entre eles é que faziam parte do mesmo clube de pólo, e apenas uma testemunha disse ter visto uma figura sombria na noite de um dos assassinatos. Mais uma vez eles vão atrás de Botas, pois seu conhecimento de Londres pode ser necessário, e dessa vez o encontram facilmente nos arredores do Presas de Javali depois de uma animada comemoração particular de Karl junto aos irlandeses de Whitechapel.

Sem ter notícias do resto do grupo eles resolvem se separar para conversarem com as famílias das vitimas, Edward e Sophia foram visitar a família do comerciante de tecidos Ferdinand Chevalier, enquanto o conde Karl e Botas foram falar com os familiares do médico Alfred Karmichael. Na casa de Chevalier eles acham no escritório um bilhete com os seguintes dizeres “Na mesma hora, no mesmo local, leve o espelho”, e na mesma gaveta Edward encontra um espelho de prata polida pequeno. Sophie conversando com a viúva descobre que o vizinho, Jörn Smirnoff havia visto uma figura encapusada no telhado deles na noite do assassinato. Eles conversam com Smirnoff e ele não tem muito a dizer, apenas que era uma figura sombria vestida com um manto negro, e que tinha um símbolo vermelho no ombro que ela não pode reconhecer. Nesse mesmo tempo, Karl e Botas descobrem que os dois faziam parte de um grupo pequeno e fechado no clube de pólo. Karl depois de muita conversa com a viúva descobre que o Sr. Karmichael tinha um cofre secreto no quarto, mas ela não sabia onde ficava. A Sra. Karmichael permite que eles procurem pelo cofre no quarto, e depois de algum tempo eles acham em um compartimento secreto na cabeceira da cama. Sem saber a senha Karl e Botas tentam várias combinações, como data de aniversario, casamento, e finalmente descobrem que a combinação era a data em que Alfred entrou para o clube de pólo. Dentro eles encontram um estojo de madeira trabalhado com interior de veludo, mas dentro eles nada encontram, mas o formato em baixo relevo indica que provavelmente esse era o estojo do espelho. Eles se despedem da Sra. Karmichael, e se dirigem para casa do comerciante, mas no meio do caminho se encontram com os Dowson que estavam voltando da casa de Chevalier.

Eles então trocam as informações que encontraram, mas como já estava ficando tarde, resolvem voltar a se encontrar na manhã seguinte para investigarem o clube de pólo. Todos entram na carruagem da Scotland Yard e pedem ao condutor que retornem ao distrito. Após algum tempo todos estranham a demora e se surpreendem a notarem que estão em uma estrada fora da cidade. Dowson resolve falar com o condutor e para sua surpresa ao abrir a portinhola de comunicação ele vê uma figura vestida de negro que desaparece no mesmo instante. Imediatamente Edward olha pela janela e só tem tempo de ver uma figura com um manto negro, com uma cimitarra na cintura desaparecendo entra as árvores de um bosque próximo a estrada. Ele antão alerta os demais e o que acontece a seguir é uma mistura de pânico e confusão. Sophie em um impulso abre a porta da carruagem e sai, desaparecendo da vista de todos, exceto Karl que esta na porta e vê que ela tenta tomar o lugar do condutor, para recuperar as rédeas e o controle dos cavalos que estão em disparada. Dowson preocupado com sua mulher e sem visão tenta olhar pela abertura de comunicação, mas não vê ninguém, pois nesse momento Sophie perde o equilíbrio e quase cai da carruagem. Botas por sua vez, começa a olhar tudo dentro da carruagem e percebe que os bancos em que sentam, na verdade são também baús, onde os agentes da Scotland Yard guardam equipamentos. Então ele rápido como um raio, pega todo estofamento dos bancos e se tranca dentro do Baú onde fica de olhos fechados esperando pelo que irá acontecer. Karl e Sophie ficam aterrorizados, pois percebem que os cavalos em disparada estão indo em direção a um barranco, Sophie tenta recuperar o equilíbrio e voltar para o lugar do condutor, enquanto Karl desacreditando as habilidades de Sophie toma uma decisão impulsiva, vai até a outra janela da carruagem e com metade do corpo para fora atira em um dos cavalos… Caos e destruição, essa são as palavras que pode descrever a cena a seguir. O cavalo atingido por Karl cai, parando subitamente e fazendo a carruagem em alta velocidade voar por cima dos cavalos. Sophie num salto consegue pular para longe antes que a carruagem vire enquanto Karl já com metade do corpo fora tenta saltar, mas não consegue e cai e por centímetros não tem sua cabeça esmagada pelo veículo. A carruagem capota por quatro vezes até parar destruída a poucos metros do barranco. Sophie apenas com alguns arranhões corre em direção do veículo destruído chamando por seu marido Edward. Karl também milagrosamente sem ferimentos olha ao redor e percebe que um dos cavalos sobreviveu e vai buscar o animal desorientado. Ao chegar ao local do acidente, Sophie encontra Edward… Ferido, mas respirando e o retira dos escombros para tratá-lo. Até o momento nenhum deles tinha se dado conta que faltava alguém no grupo, quando subitamente de dentro de um dos baús Botas aparece, ileso apenas perguntando que havia acontecido.

Depois de Edward ter um braço quebrado colocado no lugar com muita dor (Sophie insistiu que ela era uma excelente médica e podia cuidar de um braço quebrado), o grupo cai em si e percebe que eles estão metidos com algo maior, pois alguém no grupo ou todos sofreram uma tentativa de assassinato, que por muito pouco não deu certo. Cansados e machucados eles começam o longo caminho de volta até Londres sabendo que o futuro deles agora se tornou incerto.

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Nessa sessão eu jogava os dados e ria, ria muito, mas no final eu achei que ficou muito boa, sorte que o Macri não perguntou “Com ou sem emoção?”. Até a próxima.

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  1. agosto 6th, 2010 às 12:34 | #1

    Atirar nos cavalos foi a pior decisão que já vi numa mesa de RPG. Por sorte Botas tá nem aí pros outros e se protegeu como pôde, hehe
    Acredito que no próximo post saberemos mais sobre a origem de Botas… ou não! :D
    E a imagem da carruagem que arrumou ficou massa!

  2. Stvan
    agosto 6th, 2010 às 12:58 | #2

    Essa imagem dos cavalos eu desenterrei da net na ultima hora. Quanto atirar nos cavalos, foi a coisa mais engraçada que eu já vi, eu esperava tudo, menos isso hahahhahaha.

  3. Arquimago
    agosto 7th, 2010 às 11:22 | #3

    Como ja falaram do tiro, eu fico com o Botas! Cara ele é um sobrevivente, sortudo e fi@$$!

  4. Mike
    agosto 15th, 2010 às 21:06 | #4

    Pode até ter “parecido” ser a pior opção, mas foi o que impediua carruagem de despencar de um barranco, e salvou a vida de todos…

  5. Mike
    agosto 15th, 2010 às 21:11 | #5

    Karl foi mais uma vez o heroi… nessas situaçoes não á espaço para homens sem coragem, grandes feitos quase sempre envolvem grandes riscos.

    Karl 1 x 0 Demonio maligno

    Karl 1 x 0 Cavalos da carroça assasina

  6. agosto 16th, 2010 às 08:11 | #6

    Você esqueceu de mencionar que Botas deu todo o suporte necessário para o sucesso do confronto contra o demônio maligno.

  7. Mike
    agosto 16th, 2010 às 11:33 | #7

    @Gelatto
    rsrsr. Verdade,e isso que nossos personagens são os que tem menos pericias de combate….

  8. Douglas Duque Lomar
    setembro 16th, 2010 às 15:01 | #8

    Quanto tempo,

    A estória esta magnifica, sempre gostei da era vitoriana, até tenho uma coleção do Sherlock Holmes de 19oo e antigamente. Agora que livro é esse. quanto tempo não vejo GURPS